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Stéphanie Van Duin: a imagem como linguagem universal
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Júri da VI edição do Concurso de Fotografia do CENIE
Num mundo em que milhões de imagens são geradas a cada segundo, compreender o poder de uma fotografia não é apenas uma questão de arte, mas também de cultura e estratégia. Stéphanie Van Duin sabe-o melhor do que ninguém. A partir da sua posição como directora da CEWE Espanha, filial do grupo CEWE Stiftung & Co. KGaA, empresa líder em impressão fotográfica e digital na Europa, transformou a tecnologia numa aliada da emoção e a inovação num veículo de conexão humana.
Licenciada pela Universidade Paris-Dauphine, o seu percurso profissional combina dois universos que raramente dialogam com tanta naturalidade: o da visão empresarial global e o da sensibilidade pela imagem como meio de expressão e memória colectiva.
Um percurso entre a inovação e a emoção
Antes de assumir a direcção da CEWE em Espanha, Van Duin desenvolveu uma sólida carreira no sector digital e editorial europeu. Foi Directora Digital do grupo Lagardère (Hachette Book Group), onde liderou a transição para o livro electrónico e lançou os primeiros programas de impressão sob demanda (print on demand) em colaboração com a Ingram. O seu trabalho contribuiu para estabelecer as bases de um modelo editorial híbrido, em que a tecnologia não substitui o papel, mas o prolonga.
Posteriormente, como Directora Executiva da RELX em França e Itália, impulsionou o desenvolvimento de serviços de comércio electrónico e CRM, liderando o lançamento de bibliotecas digitais e programas de fidelização B2B. A sua abordagem partiu sempre de uma premissa essencial: por detrás de cada dado, há uma história; por detrás de cada utilizador, uma pessoa.
Em 2015 integrou o Grupo PhotoBox – Hofmann, referência europeia em produtos fotográficos personalizados, onde dirigiu operações internacionais e o desenvolvimento do canal B2B. Sob a sua liderança, a empresa ampliou a sua presença na Península Ibérica e consolidou um ecossistema que combina tecnologia, design e criatividade para aproximar a fotografia de milhões de lares europeus.
Desde 2018, à frente da CEWE Espanha, a sua visão estratégica tem contribuído para reforçar uma ideia que se liga directamente ao espírito do Concurso de Fotografia do CENIE: a de que a imagem continua a ser a linguagem mais universal para expressar a vida, os afectos e o passar do tempo.
A fotografia como experiência partilhada
Para Stéphanie Van Duin, a fotografia não é apenas um suporte físico ou digital: é uma forma de conectar gerações. O seu trabalho na CEWE centrou-se em recuperar a emoção da recordação num contexto cada vez mais digitalizado, demonstrando que a tecnologia pode ser humanizada quando colocada ao serviço da memória.
Sob a sua direcção, a empresa tem promovido a sustentabilidade, a personalização e a qualidade artesanal como pilares do seu modelo, reivindicando o valor da fotografia impressa numa era dominada pela instantaneidade. Nas suas próprias palavras, “cada imagem é uma história que merece ser preservada com o mesmo cuidado com que foi vivida”.
Essa filosofia encaixa perfeitamente no propósito do CENIE: colocar o olhar — e não a idade — no centro da nossa compreensão da longevidade. Porque cada fotografia, como cada vida, tem o seu ritmo, a sua textura e a sua história.
Um olhar empresarial ao serviço da cultura
A integração de Stéphanie Van Duin no júri da VI edição do Concurso de Fotografia do CENIE reforça a ligação entre a cultura visual e a indústria da imagem. A sua experiência internacional traz uma perspectiva singular: a de quem compreende que a fotografia é também um acto de comunicação colectiva, uma ponte entre a criatividade individual e o valor social de partilhar.
No âmbito desta edição — sob o lema A idade não nos define. O olhar sim. —, a sua presença acrescenta uma nova dimensão: a da gestão como forma de criação. Porque a inovação, quando tem propósito, é também uma forma de arte.
Um convite à participação
O prazo para apresentar fotografias termina a 30 de novembro. Participar no concurso é contribuir para uma reflexão partilhada sobre a vida, o tempo e a beleza das diferenças. A presença de Stéphanie Van Duin no júri sublinha o compromisso do CENIE com a pluralidade de olhares — artísticos, técnicos, humanos e empresariais — que fazem da fotografia um território sem fronteiras.
Porque, como demonstra a sua trajectória, cada imagem pode ser ao mesmo tempo recordação, mensagem e oportunidade de encontro.
O júri do CENIE, integrado por grandes referências da arte, da cultura e da inovação, avaliará as obras com a sensibilidade e o rigor que caracterizam um certame que procura transformar a forma como olhamos a longevidade: não como limite, mas como expansão da vida.
Para participar no concurso de fotografia clique no link.
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