O acto de apresentação do IBERLONGEVA em Bragança colocou o foco na necessidade de gerar dados e evidência científica num território marcado pela dispersão geográfica e pelo envelhecimento da população. A jornada reuniu representantes institucionais, pessoal investigador e comunidade académica em torno da importância de compreender melhor os factores que influenciam uma longevidade saudável.
Isabel Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Bragança, destacou que a baixa densidade populacional e a amplitude territorial aumentam a vulnerabilidade e o isolamento de muitas pessoas idosas, tornando imprescindível aproximar pessoas, serviços e comunidade. Óscar Benito, director da Fundação Geral da Universidade de Salamanca, sublinhou que as trajectórias e experiências de vida das pessoas mais velhas constituem uma fonte de aprendizagem fundamental para desenhar melhores políticas públicas.
No âmbito científico, Tiago Barbosa, director do centro de investigação LiveWell do Instituto Politécnico de Bragança, salientou a necessidade de identificar quais os factores (saúde, alimentação, actividade, estilo de vida) que influenciam uma maior qualidade de vida. Por sua vez, Olívia Pereira, directora da Escola Superior de Saúde do IPB, explicou que o estudo transforma o território num verdadeiro laboratório vivo de investigação aplicada e transferência de conhecimento.
Juan Martín, director do CENIE, recordou que cada decisão tomada ao longo da vida influencia a forma como envelhecemos e que nunca é tarde para tomar boas decisões. O encerramento do acto ficou a cargo de Hélder Fernandes, coordenador do projecto IBERLONGEVA no IPB, que destacou a importância de recolher dados e evidência científica onde nunca antes existiram, apelando à colaboração transfronteiriça e à participação cidadã..